Gosto da idéia de ficar só observando as pessoas. Simplesmente observo sim, na verdade os seres viventes da terra, mas especialmente as pessoas com todas suas idéias e planos para tudo. Vejo nisto uma maneira de fazer melhor o que se tem de fazer e com quem fazer para que eu possa viver melhor a minha vida, que está conectada a outras, eu aprovando ou não isso.
Enxergo-me nelas, em todas, tanto as que eu observo quanto as que me observam, por contribuírem para a arte de notar a singularidade de cada um. E é nesse ato de humanidade que notamos todos os que estão contribuindo para o aprimoramento de nossas tortas condutas de sentimentos a flor da pele, seja de uma forma positiva ou negativa, fazendo-nos refletir que somos mais que unidades no meio, que somos fruto deste meio.
Eu quero ser diferente. Quero ser mais gentil, mais perseverante, mais forte. Será que preciso passar por desventuras todos os dias para reconhecer que sou um ser falho e frágil? Concluo que me deixo levar pela simples ilusão de que se fosse de outra maneira eu não sofreria. E acabo por falhar e sofrer novamente.
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